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domingo, 30 de setembro de 2012

Pastoral da Sobriedade visita Radio Menina

Encerramento do Mês da Bíblia

 

 Hoje, encerra-se o mês dedicado à Bíblia. O livro mais importante da fé cristã é repleto de belíssimas histórias e serve de base para toda a doutrina da Igreja. Não só no mês de setembro, que o Livro Sagrado deve ser a prioridade na família, na catequese e nos círculos de oração. Não podemos esquecer que a Bíblia não é um livro e, sim, uma coleção de livros; a Bíblia católica possui 74 livros.
 O grande São Jerônimo, presbítero e doutor, cuja memória celebramos no final do mês de setembro, dia 30, nos motivou realizando a tradução da Vulgata; e sua frase é emblemática: “Desconhecer as Escrituras é desconhecer o Cristo”.

Esta tradição de comemora-se o mês da Bíblia, inicio-se, no Concílio Vaticano II, por uma convocação do Papa João XXIII, que o livro sagrado começou a ocupar espaço privilegiado nas famílias, nos círculos bíblicos, nos grupos de reflexão e nas comunidades eclesiais.
 A celebração no Brasil surgiu por ocasião do cinquentenário da Arquidiocese de Belo Horizonte (MG) e, logo em seguida, a proposta foi alcançada e aceita por toda a Igreja no Brasil.

O verdadeiro cristão se dedica ao estudo e à vivência da Palavra de Deus, que é luz para nossa vida e alimento para nossa missão: “Não só de pão vive o homem, mas de toda Palavra que procede da boca de Deus” (Mateus 4,4).
 As Sagradas Escrituras são um conjunto de livros sagrados para os cristãos, os quais narram a história do povo de Deus e destaca a aliança e plano de salvação de Deus para com a humanidade.

 A Bíblia é o Testamento de Amor, a Carta de Amor que Deus Pai deixou para toda a humanidade. É nela que nós vamos encontrar os desejos e as intenções de Deus para conosco. É nela que podemos encontrar as recomendações e os tesouros que Deus tem para nos oferecer. Se nós não abrirmos a ela e não lermos esta “Carta de Amor”, não ficaremos sabendo da amizade íntima que Deus quer ter conosco "desde o nascer ao pôr-do-sol".

Pedindo sempre a luz do Espírito Santo e vencendo toda e qualquer preguiça, busquemos ler com fé o Livro Sagrado. E a cada letra, a cada palavra, vamos perceber e ouvir a Voz de Deus que fala ao nosso coração. Nenhuma pessoa consegue sobreviver sem "arroz e feijão", ou seja, sem alimento. Da mesma forma que nenhum seguidor do Senhor consegue viver sem o Alimento da Palavra. Quanto mais intimidades tiverem com ela, tanto mais intimidades terão com o próprio Senhor. E aí veremos as graças acontecerem como verdadeiros rios de Água Viva, porque a Bíblia é o grande, único e verdadeiro Testamento de Amor.

 
"A Bíblia serve para que as pessoas creiam em Cristo (cf. João 20, 30 – 31), para ajudar os cristãos a caminhar (cf. Salmo 118(119), 105), para nossa instrução (cf. ICoríntios 10, 11) e para ajudar-nos a instruir, refutar, corrigir e educar na justiça (II Timóteo 3, 16)" (Fonte: Comunidade Católica Shalom).




Cuso de mecanica



 Formatura Cuso de Mecanica

Moto 4 temopo - 4 cilindros



















No dia 28 de setembro foi realizado o almoço de confraternização do final do curso de mecânica de motos realizado pela secretaria do bem estar social.



 "Um bom médico salva vidas, uma boa cozinheira é capaz de nos dar prazeres maiores do que a média da poesia, vendedor de verdade pode nos fazer comprar coisas que nunca sonhamos ter e um mecânico lida com complicações inimagináveis para o comum dos mortais."
Nelson Ascher



O almoço realizado nas dependências do CRAS II contou com a presença do técnico mecânico Marco Antonio que ministrou o curso, que foi realizado nas dependências da MAX Motos, revenda IROS de Olímpia.
 



 
(linck corrigido)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Reality show 'Intervenção', com dependentes de drogas, é criticado por psiquiatra

Reality show 'Intervenção', com dependentes de drogas, é criticado por psiquiatra

Os dependentes brasileiros de drogas ganharam seu próprio reality show.

 

Reality mostra o drama de pessoas reais
Estreia na quarta, no canal A&E, a série "Intervenção", a versão brasileira de um formato americano.
Controverso, o programa retrata a rotina de um viciado em drogas que desconhece que está num reality show --pensa que participa de um documentário.
Depois de ter todo o drama filmado, ele recebe a oferta de tratamento. Um médico (interventor) propõe internação em uma clínica. O dependente escolhe em frente às câmeras se quer ou não.
Os familiares, antes dele, conversam com o médico, que orienta como devem se comportar na hora do ultimato.
Psiquiatras da área de dependência química criticam a série. "Vi a versão americana e achei um 'Big Brother' horroroso. Lá muitos são famosos e isso atrai audiência", afirma André Malbergier, professor da USP e coordenador do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas.


QUASE FILME?

Krishna Mahon, produtora-executiva de programação e conteúdo do A&E, explica que o formato nos Estados Unidos é chamado de "docu-reality", ou seja, uma mistura de documentário com reality show.

Vanessa, que participa do primeiro episódio do reality "Intervenção", do A&E
"É uma linha muito tênue que separa uma coisa da outra", ela defende.
Para Ana Cecília Marques, psiquiatra da Abead (Associação Brasileira do Estudo do Álcool e Outras Drogas), expor o dependente químico piora o estigma da doença. 
Ela diz que o programa mostra um único perfil de paciente (o que chegou ao fundo do poço) e um só modelo de tratamento (a internação).

 "Tenho um monte de pacientes que usam crack e que se tratam no consultório. A internação é para uma minoria e deve ser decidida sempre em conjunto com uma equipe multidisciplinar."

Malbergier também questiona se haverá benefício ao paciente. "Os dependentes vão melhorar ou é para os voyeurs sádicos interessados em ver sofrimento humano?"

Outro ponto criticado pelos especialistas são os altos índices de recuperação dos dependentes divulgados pelo programa, "mais de 70%".

"Se alguém no mundo inventar um tratamento de dependência que recupere 70% dos pacientes, merecerá o Prêmio Nobel", diz o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, que coordena a Uniad (Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas na Faculdade de Medicina) da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
O psiquiatra Fábio Damasceno, o "interventor" do programa, acha a crítica boa. "Essa porcentagem deve ser apenas sobre os que completaram o processo terapêutico, não a população."
Ele admite que o programa pode ser chocante ou ter um apelo estético sensacionalista. "Mas há milhares de pessoas com problemas semelhantes que não têm representação social", afirma.
Segundo Reinaldo Ayer, professor de bioética e membro do Conselho Regional de Medicina (Cremesp), os médicos que participam do programa também podem ser processados por infração ética por quebra de sigilo.

"É muito grave. O paciente não pode ser enganado. O médico também não pode fazer a revelação pública de um determinado tratamento que o paciente vai receber."

Fonte: Elizangela Roxo/ Folha de São Paulo


domingo, 2 de setembro de 2012

Uso de drogas pesadas começa pelo álcool

 Uso de drogas pesadas começa pelo álcool


Estudo americano mostra que jovens que consomem bebidas alcoólicas têm 16 vezes mais chances de utilizar outras substâncias tóxicas



  Novos argumentos trazidos por duas pesquisas
(uma brasileira e outra norte-americana) devem reacender a discussão sobre a venda e o consumo de bebidas alcoólicas por menores de 18 anos. Estudo da Universidade da Flórida mostra que o álcool, e não a maconha ou o cigarro, é a primeira droga experimentada pelos jovens. E um dos fatores que levam a essa experimentação precoce é revelado por pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), segundo a qual, em ao menos 70% das vezes em que um menor de 18 anos tenta comprar bebida alcoólica, ele é bem-sucedido.

De acordo com o estudo feito pelo professor Adam Barry, pesquisador da Escola de Saúde e Performance Humana da Universidade da Flórida, o álcool também é a substância mais usada pelos adolescentes, com 72,2% afirmando que já o consumiram pelo menos uma vez na vida. Entre os entrevistados, 45% relataram fumar, e 43,3% disseram usar maconha. O autor analisou 14.577 questionários preenchidos por jovens do ensino médio de 120 escolas públicas e privadas dos Estados Unidos. Eles responderam se já haviam usado pelo menos uma de 11 substâncias, dentre elas, álcool e tabaco, assim como drogas ilícitas, como maconha, cocaína, heroína, LSD, anfetaminas, tranquilizantes e outros narcóticos.

Consequências

Álcool afeta mecanismo cerebral de tomada de decisões

Quanto mais cedo uma criança passa a ingerir álcool, maior é o prejuízo para o seu desenvolvimento cerebral e cognitivo, pois a substância afeta a área relacionada à tomada de decisões. “A ciência tem nos mostrado que o amadurecimento cerebral, especialmente das áreas frontais e pré-frontais, custa mais. E são essas áreas as responsáveis pelo bom senso. Um jovem exposto precocemente ao álcool muda o seu mecanismo de tomada de decisão”, explica o psiquiatra Carlos Salgado.
De acordo com o médico, quem começa a beber na infância ou na adolescência torna-se uma pessoa que toma decisões pouco pensadas, além de ter o desenvolvimento psicológico retardado, algo fundamental para a inserção dos indivíduos em sociedade.
O professor de Psiquiatria Dagoberto Hungria Requião explica que o cérebro vai se desenvolvendo até chegar à maturidade, por volta dos 25 anos de idade. “O álcool vai ao cérebro e é obvio que vai criar dificuldades nessa formação. Fico angustiado ao ver crianças de 12 e 13 anos bebendo. Continuando assim, vão se tornar adultos muito doentes.” (KMM)



Esses dados comprovam, na opinião do pesquisador, que drogas lícitas e aceitáveis socialmente, como o álcool e o tabaco, são as primeiras substâncias tóxicas a serem consumidas pelos jovens. A partir daí, eles passam para a maconha e depois para as drogas ilegais mais pesadas.

Mais do que isso, o levantamento revela que os estudantes que usaram álcool demonstraram ter uma probabilidade até 16 vezes maior de uso de outras drogas. “Existe muita informação errada em relação às drogas em geral; inconscientemente passa-se a mensagem de que o álcool não é droga. O que acontece é que o lobby do cigarro e o da bebida são muito fortes. Por isso se passa uma má impressão de que realmente o grande problema é a maconha, quando na realidade não é”, explica o professor de Psiquiatria Dagoberto Hungria Requião, do curso de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

Influência

Há vários fatores que incentivam o consumo de álcool por adolescentes, segundo artigo dos pesquisadores Sérgio Duailibi e Ronaldo Laranjeira, do Instituto Nacional para Políticas Públicas do Álcool e Drogas do Departamento de Psiquiatria da Unifesp. Entre eles, a propaganda direcionada a esse público, a disponibilidade da bebida em locais de fácil acesso, como postos de gasolina, e promoções do tipo open bar (com bebida liberada a partir do pagamento de entrada).

No caso do álcool e do cigarro, que são substâncias legalizadas, mesmo havendo leis que proíbam a comercialização a menores de 18 anos, os adolescentes acabam tendo acesso a ambos. Além disso, o preço é baixo: com R$ 5, é possível comprar uma caixa de cigarros e uma dose de cachaça em um bar de rua de Curitiba.

Outro fator que contribui para o consumo é a aceitação dentro de casa. “Festa de 1 ano de criança tem bebida? Tem, a pretexto de servir aos pais. É nesse tipo de festa que ocorrem os primeiros usos, sob o olhar complacente ou sob a ignorância dos pais”, diz o psiquiatra Carlos Salgado, conselheiro da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead).

Os pais têm papel fundamental para evitar que o consumo da substância se inicie precocemente. “A resposta começa com a fiscalização primordial dentro de casa”, diz o psiquiatra Carlos Salgado, da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead).

 Fonte: Kamila Mendes Martins/Gazeta do Povo